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A história do Halloween

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Os celtas viveram nas regiões hoje denominadas como Irlanda, Reino Unido e norte da França e o Samhain, festival realizado por eles na virada do ano (31 de outubro), foi o que deu origem ao Halloween.  Esse festival marcava o fim do verão e das colheitas e o início do inverno, estação que costumava ser associada a morte.

Os celtas acreditavam que durante o Samhain, os fantasmas dos mortos voltam à Terra, uma vez, que a fronteira entre os mundos, nessa data, não era clara. Além disso, para eles,   a presença desses espíritos auxiliava os Druids (padres celtas) a fazerem profecias, que davam esperança e direção as pessoas durante o inverno. Assim, para celebrar a data, os mesmos construíam fogueiras sagradas, onde parte da colheita e animais, eram queimados como sacrifício. Durante a festa, esses padres utilizavam fantasias compostas de cabeça e pele de bichos.

Mais tarde, com a conquista do território celta pelo Império Romano, dois festivais foram incorporados ao Samhain, o Feralia (passagem dos mortos) e o Pomona (agradecimento a deusa das árvores e frutos). Ao chegar à América, a festividade encontrou resistência na Nova Inglaterra, já que os costumes protestantes eram fortes na região. Dessa forma, estava mais presente nas colônias do sul. Por consequência, o Halloween adaptou-se, tornando-se uma festa para comemorar a colheita, onde as pessoas reuniam-se com intuito de contar histórias de fantasmas. Já na segunda metade do século XIX , o grande número de imigrantes irlandeses contribuiu para a popularização e disseminação da festividade.

No fim dos anos 1800, o Halloween passou a ser considerado uma oportunidade de juntar amigos e vizinhos, assim, as festas de Halloween tornaram-se o modo mais comum de celebrar. Entre 1920 e 1950, pedir por gostosuras ou travessuras difundiu-se por ser um meio de celebrar divertido e mais acessível. No entanto, essa data tornou-se o segundo maior feriado comercial dos Estados Unidos, perdendo somente para o Natal. Em 2016, foram gastos 8,4 bilhões de dólares.

A tradição de pedir por gostosuras ou travessuras deve-se a antiga celebração do dia de Finados na Inglaterra. Neste, famílias alimentam pobres e famintos com  o “ bolo das almas” e  em troca, estes deveriam rezar pelos entes queridos dessas. Em se tratando das fantasias, estas surgiram, pois no tempo dos celtas, as pessoas acreditavam que se saíssem de casa depois do anoitecer, encontrariam espíritos. Assim, utilizavam máscaras para serem confundidos com almas e passarem despercebidas. Além disso, para agradar os fantasmas e impedir que estes entrassem em suas casas, era comum colocar tigelas de comida do lado de fora.

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Outra tradição de Halloween presente até os dias de hoje é o Jack O’Lantern, isto é, as abóboras entalhadas. A lenda conta que que um homem, chamado Stingy Jack,  costumava pregar peças no diabo. Quando ele morreu, não foi aceito no céu e nem no inferno, recebeu então, um carvão em chamas, para que este iluminasse seu caminho em meio a escuridão. Sting Jack colocou seu carvão dentro de um nabo, surgindo assim a tradição.

É importante mencionar que, inicialmente, as lanternas eram feitas usando nabos e batatas, somente mais tarde, abóboras. As pessoas  passaram a entalhar rostos medonhos e colocá-las nas janelas e portas de suas casas, para assustar o Stingy Jack e outros espíritos malignos.

Nos dias de hoje, o Halloween é uma festa muito popular no Canadá. Greater Vancouver, por exemplo, conta com diversas atrações para adultos, como Fright Nights no PNE, Potter’s House of Horror, After Dark Zombie Breakout, Dooms Night e Fright Night Boat Cruise. Já para as crianças, algumas opções são, Burnaby’s Hunted Village, Halloween Pumpkin Express, Halloween Parade,Stanley Park Ghost Train e VanDusen Glow in the Garden.  

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Texto: Ana Carolina Gamarra

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